Guia de Referência: Decorator (Estrutural)
Visualização renderizada do arquivo padroes/estruturais/decorator.md. O conteúdo abaixo é o mesmo arquivo destinado a orientar a IA.
Guia de Referência: Decorator (Estrutural)
Este guia orienta a aplicação do padrão Decorator em projetos de software. Objetivo: Adicionar responsabilidades a um objeto dinamicamente por wrappers que preservam o mesmo contrato. O padrão deve ser usado somente quando as forças do problema o justificarem.
1. Problema que resolve
Você precisa combinar comportamentos opcionais sem criar uma subclasse para cada combinação.
Sinais no código/arquitetura
- Explosão de subclasses para logging + cache + retry + validação.
- Comportamentos precisam ser empilhados em ordens diferentes.
- Herança está tornando combinações rígidas.
2. Quando usar
- Cache, logging, métricas, retry, autorização e validações transversais.
- Streams/pipelines de transformação.
- Extensão de serviços mantendo a mesma interface.
3. Quando NÃO usar
- Quando o comportamento deve ocorrer globalmente via middleware/interceptor.
- Quando a ordem dos wrappers é difícil de entender e vira configuração frágil.
4. Estrutura e participantes
- Component: contrato.
- ConcreteComponent: comportamento base.
- Decorator: mantém outro Component.
- ConcreteDecorator: adiciona comportamento antes/depois de delegar.
5. Procedimento de implementação
- Defina/extraia o contrato comum.
- Encapsule a implementação base.
- Crie um decorator por responsabilidade.
- Componha no composition root.
- Documente ordem quando ela afetar semântica.
6. Exemplo mental
UserRepository é envolvido por CachedUserRepository, depois por MetricsUserRepository, sem alterar o repositório real.
7. Benefícios esperados
- Combina comportamentos sem herança combinatória.
- SRP: cada wrapper tem uma responsabilidade.
- Pode ser habilitado/configurado em runtime.
8. Custos e trade-offs
- Muitos wrappers podem dificultar debugging.
- Ordem de composição pode alterar resultado.
9. Encaixe com Clean Architecture e SOLID
Excelente para preocupações transversais na borda de casos de uso/repositórios, sem poluir regras centrais.
Regras para a IA:
- Dependa de abstrações quando a variação justificar uma fronteira.
- Não faça o domínio importar SDKs, frameworks, banco de dados ou UI.
- Mantenha cada participante com responsabilidade coesa.
- Prefira composição quando ela reduzir acoplamento; não crie hierarquias artificiais.
- Registre a decisão arquitetural quando o padrão afetar muitos módulos.
10. Caminho de refatoração
Substitui subclasses combinatórias ou código repetido antes/depois de chamadas do mesmo contrato.
Ao refatorar um sistema existente:
- Proteja o comportamento atual com testes.
- Faça passos pequenos e reversíveis.
- Introduza primeiro a abstração/contrato.
- Migre um fluxo por vez.
- Remova código antigo apenas após equivalência comportamental comprovada.
11. Estratégia de testes
Teste cada decorator isoladamente e pelo menos as ordens de composição relevantes.
Checklist mínimo:
- caminho feliz
- entradas/estados de limite
- erros e falhas de dependências
- comportamento de cada implementação concreta
- teste de contrato quando houver múltiplas implementações
- teste de integração apenas onde a fronteira externa for relevante
12. Padrões relacionados
- Proxy
- Composite
- Chain of Responsibility
13. Perguntas de diagnóstico para a IA
- Qual aspecto do sistema realmente varia?
- Essa variação já está causando duplicação, condicionais ou acoplamento?
- Uma função/composição simples resolveria com menos abstrações?
- O padrão reduz o custo de uma mudança concreta que já é provável?
- Qual é o custo de introduzir novas classes, indireção e configuração?
- Como a decisão será testada e observada em produção?
14. Prompt pronto
Você é o arquiteto do projeto. Avalie se o padrão **Decorator** é adequado para o problema abaixo.
Contexto: [DESCREVA o sistema, stack/arquitetura, estado atual e o problema observado]
Objetivo: [DESCREVA o resultado esperado ao avaliar ou aplicar este padrão]
Restrições: [DESCREVA prazo, legado, performance, testes, compatibilidade e o que não pode mudar]
Antes de codificar:
1. Identifique as forças que justificam ou rejeitam Decorator.
2. Compare pelo menos uma alternativa mais simples e um padrão relacionado (Proxy, Composite, Chain of Responsibility).
3. Se o padrão for justificado, mostre participantes, dependências e fluxo.
4. Preserve Clean Architecture/SOLID: regras centrais não dependem de infraestrutura.
5. Implemente incrementalmente, com testes.
6. Ao final, liste trade-offs e sinais de overengineering.
Não aplique o padrão apenas porque foi solicitado; rejeite-o se não houver variação/complexidade que o justifique.
Como preencher os campos
- Contexto: descreva o tipo de sistema, stack/versões, arquitetura atual, onde a mudança acontece e o comportamento relevante já existente.
- Objetivo: descreva o resultado observável que deve existir ao final, não apenas a tecnologia que você quer usar.
- Restrições: informe o que não pode mudar, compatibilidade, prazo, segurança, acessibilidade, performance, legado, dependências e limites de escopo.
Exemplo preenchido
Contexto: Cliente HTTP precisa opcionalmente de cache, logging e retry em combinações diferentes.
Objetivo: Adicionar responsabilidades sem criar subclasses para cada combinação.
Restrições: Ordem dos decorators deve ser explícita; não duplicar efeitos; testar composição.
15. Critério de aceite
A aplicação de Decorator só está concluída quando:
- o problema que motivou o padrão está explicitamente documentado;
- o código cliente depende do contrato correto, não de detalhes acidentais;
- adicionar a variação-alvo exige menos mudanças que antes;
- testes protegem a extensão/refatoração;
- não houve vazamento de infraestrutura para o núcleo;
- a solução ficou mais compreensível para manutenção, não apenas “mais orientada a padrões”.
16. Base Conceitual e Relações
- Catálogo Refactoring.Guru em português — escopo de 22 padrões.
- Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software (Gamma, Helm, Johnson e Vlissides) — intenção, aplicabilidade, participantes, consequências e relações entre padrões.
- Guias de Clean Architecture, princípios de design, refatoração e código limpo deste pacote.