Guia de Referência: Iterator (Comportamental)
Visualização renderizada do arquivo padroes/comportamentais/iterator.md. O conteúdo abaixo é o mesmo arquivo destinado a orientar a IA.
Guia de Referência: Iterator (Comportamental)
Este guia orienta a aplicação do padrão Iterator em projetos de software. Objetivo: Percorrer elementos de uma coleção sem expor sua representação interna. O padrão deve ser usado somente quando as forças do problema o justificarem.
1. Problema que resolve
Clientes precisam navegar estruturas diferentes sem conhecer arrays, árvores, grafos ou detalhes de armazenamento.
Sinais no código/arquitetura
- Traversal está duplicado em vários clientes.
- A coleção tem múltiplas estratégias de percurso.
- Expor a estrutura interna quebra encapsulamento.
2. Quando usar
- Coleções customizadas.
- Árvores/grafos com DFS/BFS.
- Paginação/streaming abstraído como sequência.
3. Quando NÃO usar
- Quando a linguagem já oferece iteradores adequados e não há comportamento especial.
- Quando materializar a coleção é simples e suficiente.
4. Estrutura e participantes
- Iterator:
hasNext/nextou protocolo da linguagem. - ConcreteIterator: mantém estado do percurso.
- Aggregate: fornece iteradores.
- Client: consome a sequência sem conhecer estrutura.
5. Procedimento de implementação
- Defina a unidade de elemento exposta.
- Mantenha cursor/estado no iterador.
- Ofereça um iterador por estratégia de percurso quando necessário.
- Trate modificação concorrente conforme contrato.
- Prefira protocolos nativos da linguagem.
6. Exemplo mental
OrgChart oferece depthFirst() e breadthFirst() como iteradores; o cliente apenas itera empregados.
7. Benefícios esperados
- Encapsula traversal.
- Permite múltiplos percursos simultâneos.
- Simplifica clientes.
8. Custos e trade-offs
- Pode ser desnecessário para coleções simples.
- Iteradores stateful exigem cuidado com concorrência/mutação.
9. Encaixe com Clean Architecture e SOLID
O domínio pode expor coleções por abstrações de leitura/iteráveis sem revelar persistência. Não use Iterator para esconder consultas N+1 custosas.
Regras para a IA:
- Dependa de abstrações quando a variação justificar uma fronteira.
- Não faça o domínio importar SDKs, frameworks, banco de dados ou UI.
- Mantenha cada participante com responsabilidade coesa.
- Prefira composição quando ela reduzir acoplamento; não crie hierarquias artificiais.
- Registre a decisão arquitetural quando o padrão afetar muitos módulos.
10. Caminho de refatoração
Extraia quando loops de navegação complexa se repetem e conhecem internals da coleção.
Ao refatorar um sistema existente:
- Proteja o comportamento atual com testes.
- Faça passos pequenos e reversíveis.
- Introduza primeiro a abstração/contrato.
- Migre um fluxo por vez.
- Remova código antigo apenas após equivalência comportamental comprovada.
11. Estratégia de testes
Teste ordem, fim da sequência, coleção vazia, múltiplos iteradores e regras de mutação.
Checklist mínimo:
- caminho feliz
- entradas/estados de limite
- erros e falhas de dependências
- comportamento de cada implementação concreta
- teste de contrato quando houver múltiplas implementações
- teste de integração apenas onde a fronteira externa for relevante
12. Padrões relacionados
- Composite
- Visitor
- Memento
13. Perguntas de diagnóstico para a IA
- Qual aspecto do sistema realmente varia?
- Essa variação já está causando duplicação, condicionais ou acoplamento?
- Uma função/composição simples resolveria com menos abstrações?
- O padrão reduz o custo de uma mudança concreta que já é provável?
- Qual é o custo de introduzir novas classes, indireção e configuração?
- Como a decisão será testada e observada em produção?
14. Prompt pronto
Você é o arquiteto do projeto. Avalie se o padrão **Iterator** é adequado para o problema abaixo.
Contexto: [DESCREVA o sistema, stack/arquitetura, estado atual e o problema observado]
Objetivo: [DESCREVA o resultado esperado ao avaliar ou aplicar este padrão]
Restrições: [DESCREVA prazo, legado, performance, testes, compatibilidade e o que não pode mudar]
Antes de codificar:
1. Identifique as forças que justificam ou rejeitam Iterator.
2. Compare pelo menos uma alternativa mais simples e um padrão relacionado (Composite, Visitor, Memento).
3. Se o padrão for justificado, mostre participantes, dependências e fluxo.
4. Preserve Clean Architecture/SOLID: regras centrais não dependem de infraestrutura.
5. Implemente incrementalmente, com testes.
6. Ao final, liste trade-offs e sinais de overengineering.
Não aplique o padrão apenas porque foi solicitado; rejeite-o se não houver variação/complexidade que o justifique.
Como preencher os campos
- Contexto: descreva o tipo de sistema, stack/versões, arquitetura atual, onde a mudança acontece e o comportamento relevante já existente.
- Objetivo: descreva o resultado observável que deve existir ao final, não apenas a tecnologia que você quer usar.
- Restrições: informe o que não pode mudar, compatibilidade, prazo, segurança, acessibilidade, performance, legado, dependências e limites de escopo.
Exemplo preenchido
Contexto: Coleção de árvore precisa ser percorrida sem expor sua estrutura interna.
Objetivo: Fornecer diferentes percursos mantendo o cliente desacoplado da representação.
Restrições: Definir comportamento em mutação concorrente; não reinventar iterador nativo sem necessidade.
15. Critério de aceite
A aplicação de Iterator só está concluída quando:
- o problema que motivou o padrão está explicitamente documentado;
- o código cliente depende do contrato correto, não de detalhes acidentais;
- adicionar a variação-alvo exige menos mudanças que antes;
- testes protegem a extensão/refatoração;
- não houve vazamento de infraestrutura para o núcleo;
- a solução ficou mais compreensível para manutenção, não apenas “mais orientada a padrões”.
16. Base Conceitual e Relações
- Catálogo Refactoring.Guru em português — escopo de 22 padrões.
- Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software (Gamma, Helm, Johnson e Vlissides) — intenção, aplicabilidade, participantes, consequências e relações entre padrões.
- Guias de Clean Architecture, princípios de design, refatoração e código limpo deste pacote.