# Guia de Referência: Proxy (Estrutural)


Este guia orienta a aplicação do padrão **Proxy** em projetos de software. **Objetivo:** Interpor um substituto com o mesmo contrato para controlar o acesso a um objeto real. O padrão deve ser usado somente quando as forças do problema o justificarem.

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## 1. Problema que resolve

Você precisa executar algo antes/depois do acesso: lazy loading, autorização, comunicação remota, cache, rate limit ou auditoria.

### Sinais no código/arquitetura
- O objeto real é caro de criar.
- O acesso precisa ser autorizado/registrado.
- O recurso é remoto e deve parecer local ao cliente.

## 2. Quando usar
- Virtual proxy/lazy loading.
- Protection proxy/autorização.
- Remote proxy.
- Caching/rate limiting quando o contrato é o mesmo.

## 3. Quando NÃO usar
- Quando middleware/decorator é mais explícito para a preocupação.
- Quando o proxy mascara latência de rede e induz o cliente a tratar operação remota como barata.

## 4. Estrutura e participantes
- Subject: contrato.
- RealSubject: implementação real.
- Proxy: implementa o mesmo contrato e controla a delegação.
- Client: usa Subject.

## 5. Procedimento de implementação
1. Defina contrato comum.
2. Encapsule a referência/criação do real subject.
3. Adicione a política de acesso no proxy.
4. Preserve semântica do contrato.
5. Torne latência/erros observáveis quando remoto.

## 6. Exemplo mental

`SecureDocumentStore` implementa `DocumentStore`, valida permissões e só então delega ao `S3DocumentStore`.

## 7. Benefícios esperados
- Controle de acesso sem alterar o objeto real.
- Pode adiar custos ou encapsular acesso remoto.

## 8. Custos e trade-offs
- Adiciona indireção e pode esconder custos/erros.
- Pode ser confundido com Decorator.

## 9. Encaixe com Clean Architecture e SOLID

Proxy externo pertence a adapters/infra. Casos de uso conhecem apenas o contrato; política de autorização de negócio, porém, deve continuar explícita no núcleo quando for regra de domínio.

**Regras para a IA:**
- Dependa de abstrações quando a variação justificar uma fronteira.
- Não faça o domínio importar SDKs, frameworks, banco de dados ou UI.
- Mantenha cada participante com responsabilidade coesa.
- Prefira composição quando ela reduzir acoplamento; não crie hierarquias artificiais.
- Registre a decisão arquitetural quando o padrão afetar muitos módulos.

## 10. Caminho de refatoração

Útil quando cada cliente repete autorização/cache/lazy logic antes de chamar o mesmo serviço.

Ao refatorar um sistema existente:
1. Proteja o comportamento atual com testes.
2. Faça passos pequenos e reversíveis.
3. Introduza primeiro a abstração/contrato.
4. Migre um fluxo por vez.
5. Remova código antigo apenas após equivalência comportamental comprovada.

## 11. Estratégia de testes

Teste política do proxy, delegação, falhas e que o real subject não seja acionado quando o acesso é negado.

Checklist mínimo:
- [ ] caminho feliz
- [ ] entradas/estados de limite
- [ ] erros e falhas de dependências
- [ ] comportamento de cada implementação concreta
- [ ] teste de contrato quando houver múltiplas implementações
- [ ] teste de integração apenas onde a fronteira externa for relevante

## 12. Padrões relacionados
- Decorator
- Adapter
- Facade

## 13. Perguntas de diagnóstico para a IA

1. Qual aspecto do sistema realmente varia?
2. Essa variação já está causando duplicação, condicionais ou acoplamento?
3. Uma função/composição simples resolveria com menos abstrações?
4. O padrão reduz o custo de uma mudança concreta que já é provável?
5. Qual é o custo de introduzir novas classes, indireção e configuração?
6. Como a decisão será testada e observada em produção?

## 14. Prompt pronto

```text
Você é o arquiteto do projeto. Avalie se o padrão **Proxy** é adequado para o problema abaixo.

Contexto: [DESCREVA o sistema, stack/arquitetura, estado atual e o problema observado]
Objetivo: [DESCREVA o resultado esperado ao avaliar ou aplicar este padrão]
Restrições: [DESCREVA prazo, legado, performance, testes, compatibilidade e o que não pode mudar]

Antes de codificar:
1. Identifique as forças que justificam ou rejeitam Proxy.
2. Compare pelo menos uma alternativa mais simples e um padrão relacionado (Decorator, Adapter, Facade).
3. Se o padrão for justificado, mostre participantes, dependências e fluxo.
4. Preserve Clean Architecture/SOLID: regras centrais não dependem de infraestrutura.
5. Implemente incrementalmente, com testes.
6. Ao final, liste trade-offs e sinais de overengineering.

Não aplique o padrão apenas porque foi solicitado; rejeite-o se não houver variação/complexidade que o justifique.
```

### Como preencher os campos

- **Contexto:** descreva o tipo de sistema, stack/versões, arquitetura atual, onde a mudança acontece e o comportamento relevante já existente.
- **Objetivo:** descreva o resultado observável que deve existir ao final, não apenas a tecnologia que você quer usar.
- **Restrições:** informe o que não pode mudar, compatibilidade, prazo, segurança, acessibilidade, performance, legado, dependências e limites de escopo.

### Exemplo preenchido

```text
Contexto: Objeto remoto é caro para carregar e exige controle de acesso e cache.
Objetivo: Controlar acesso ao objeto mantendo a mesma interface do serviço real.
Restrições: Proxy não deve esconder falhas importantes; políticas de cache/autorização precisam ser explícitas.
```


## 15. Critério de aceite

A aplicação de **Proxy** só está concluída quando:
- [ ] o problema que motivou o padrão está explicitamente documentado;
- [ ] o código cliente depende do contrato correto, não de detalhes acidentais;
- [ ] adicionar a variação-alvo exige menos mudanças que antes;
- [ ] testes protegem a extensão/refatoração;
- [ ] não houve vazamento de infraestrutura para o núcleo;
- [ ] a solução ficou mais compreensível para manutenção, não apenas “mais orientada a padrões”.

## 16. Base Conceitual e Relações

- Catálogo Refactoring.Guru em português — escopo de 22 padrões.
- *Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software* (Gamma, Helm, Johnson e Vlissides) — intenção, aplicabilidade, participantes, consequências e relações entre padrões.
- Guias de Clean Architecture, princípios de design, refatoração e código limpo deste pacote.
