# Guia de Referência: Prototype (Criacional)


Este guia orienta a aplicação do padrão **Prototype** em projetos de software. **Objetivo:** Criar novos objetos copiando uma instância existente, sem acoplar o cliente à classe concreta. O padrão deve ser usado somente quando as forças do problema o justificarem.

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## 1. Problema que resolve

A criação é cara/complexa ou o estado inicial é altamente configurado e vale reaproveitar um modelo pronto.

### Sinais no código/arquitetura
- Configurar um objeto do zero exige muitas etapas.
- O tipo concreto não deveria ser conhecido pelo chamador.
- Existem modelos/templates de objetos que servem de base para novas instâncias.

## 2. Quando usar
- Modelos de documentos, configurações e cenas.
- Criação de objetos em editores/diagramas.
- Clonagem de estruturas preconfiguradas para testes ou simulações.

## 3. Quando NÃO usar
- Quando identidade, handles, conexões ou recursos externos não podem ser copiados com segurança.
- Quando a cópia profunda é difícil e propensa a bugs.
- Quando construir diretamente é barato e simples.

## 4. Estrutura e participantes
- Prototype: contrato de clonagem/cópia.
- ConcretePrototype: define como copiar seu estado.
- Client: solicita a cópia sem conhecer detalhes concretos.

## 5. Procedimento de implementação
1. Defina a semântica: cópia rasa ou profunda.
2. Garanta tratamento explícito de identidade e referências mutáveis.
3. Implemente clone/copy de forma controlada.
4. Se houver catálogo de protótipos, centralize modelos nomeados.
5. Valide que clone e original evoluem de forma independente quando necessário.

## 6. Exemplo mental

Um editor mantém protótipos de `InvoiceTemplate`; `clone()` cria uma nova fatura com layout e regras predefinidas, mas com nova identidade.

## 7. Benefícios esperados
- Evita dependência de classes concretas.
- Reaproveita configuração complexa.
- Pode ser mais rápido que reconstruir do zero.

## 8. Custos e trade-offs
- Cópia profunda pode ser complexa.
- Referências compartilhadas acidentais geram bugs sutis.

## 9. Encaixe com Clean Architecture e SOLID

Use Value Objects imutáveis para simplificar cópias. Evite clonar entidades com identidade sem uma regra de domínio explícita para a nova identidade.

**Regras para a IA:**
- Dependa de abstrações quando a variação justificar uma fronteira.
- Não faça o domínio importar SDKs, frameworks, banco de dados ou UI.
- Mantenha cada participante com responsabilidade coesa.
- Prefira composição quando ela reduzir acoplamento; não crie hierarquias artificiais.
- Registre a decisão arquitetural quando o padrão afetar muitos módulos.

## 10. Caminho de refatoração

Útil quando o mesmo bloco de configuração aparece repetidamente antes de criar objetos semelhantes.

Ao refatorar um sistema existente:
1. Proteja o comportamento atual com testes.
2. Faça passos pequenos e reversíveis.
3. Introduza primeiro a abstração/contrato.
4. Migre um fluxo por vez.
5. Remova código antigo apenas após equivalência comportamental comprovada.

## 11. Estratégia de testes

Garanta igualdade dos dados esperados, nova identidade quando aplicável e independência das estruturas mutáveis.

Checklist mínimo:
- [ ] caminho feliz
- [ ] entradas/estados de limite
- [ ] erros e falhas de dependências
- [ ] comportamento de cada implementação concreta
- [ ] teste de contrato quando houver múltiplas implementações
- [ ] teste de integração apenas onde a fronteira externa for relevante

## 12. Padrões relacionados
- Abstract Factory
- Memento
- Composite

## 13. Perguntas de diagnóstico para a IA

1. Qual aspecto do sistema realmente varia?
2. Essa variação já está causando duplicação, condicionais ou acoplamento?
3. Uma função/composição simples resolveria com menos abstrações?
4. O padrão reduz o custo de uma mudança concreta que já é provável?
5. Qual é o custo de introduzir novas classes, indireção e configuração?
6. Como a decisão será testada e observada em produção?

## 14. Prompt pronto

```text
Você é o arquiteto do projeto. Avalie se o padrão **Prototype** é adequado para o problema abaixo.

Contexto: [DESCREVA o sistema, stack/arquitetura, estado atual e o problema observado]
Objetivo: [DESCREVA o resultado esperado ao avaliar ou aplicar este padrão]
Restrições: [DESCREVA prazo, legado, performance, testes, compatibilidade e o que não pode mudar]

Antes de codificar:
1. Identifique as forças que justificam ou rejeitam Prototype.
2. Compare pelo menos uma alternativa mais simples e um padrão relacionado (Abstract Factory, Memento, Composite).
3. Se o padrão for justificado, mostre participantes, dependências e fluxo.
4. Preserve Clean Architecture/SOLID: regras centrais não dependem de infraestrutura.
5. Implemente incrementalmente, com testes.
6. Ao final, liste trade-offs e sinais de overengineering.

Não aplique o padrão apenas porque foi solicitado; rejeite-o se não houver variação/complexidade que o justifique.
```

### Como preencher os campos

- **Contexto:** descreva o tipo de sistema, stack/versões, arquitetura atual, onde a mudança acontece e o comportamento relevante já existente.
- **Objetivo:** descreva o resultado observável que deve existir ao final, não apenas a tecnologia que você quer usar.
- **Restrições:** informe o que não pode mudar, compatibilidade, prazo, segurança, acessibilidade, performance, legado, dependências e limites de escopo.

### Exemplo preenchido

```text
Contexto: Usuário cria configurações complexas de workflow e costuma duplicá-las para ajustar poucos campos.
Objetivo: Permitir clonagem segura de uma configuração existente.
Restrições: Definir cópia profunda/rasa conscientemente; não compartilhar estado mutável por acidente.
```


## 15. Critério de aceite

A aplicação de **Prototype** só está concluída quando:
- [ ] o problema que motivou o padrão está explicitamente documentado;
- [ ] o código cliente depende do contrato correto, não de detalhes acidentais;
- [ ] adicionar a variação-alvo exige menos mudanças que antes;
- [ ] testes protegem a extensão/refatoração;
- [ ] não houve vazamento de infraestrutura para o núcleo;
- [ ] a solução ficou mais compreensível para manutenção, não apenas “mais orientada a padrões”.

## 16. Base Conceitual e Relações

- Catálogo Refactoring.Guru em português — escopo de 22 padrões.
- *Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software* (Gamma, Helm, Johnson e Vlissides) — intenção, aplicabilidade, participantes, consequências e relações entre padrões.
- Guias de Clean Architecture, princípios de design, refatoração e código limpo deste pacote.
